
A Formação dos Cidadãos em Suporte Básico de Vida e a sua boa prática são fundamentais, para que quando perante uma situação de paragem cárdio-respiratória seja possível intervir de forma a amenizar as consequências para a vítima.
Os especialistas na matéria são unânimes ao afirmar que “numa situação de emergência em que exista risco de vida para um doente, se não forem aplicadas medidas básicas de suporte de vida durante o tempo que medeia o pedido e a chegada do meio de socorro, a recuperação do doente pode ficar definitivamente inviabilizada ou dar origem a sequelas permanentes. Por esta razão, a formação do público em SBV é uma medida fundamental para que o socorro seja o mais eficaz possível”. Uma boa prática de SBV pode ser decisiva para a vida de um acidentado. Em suma, trata-se de “ganhar tempo” para o doente, impedindo que a sua situação clínica se agrave, até à chegada do socorro profissional.
Dados que merecem ser analisados, reflectidos e interiorizados:
No registo nacional de paragem cardio-respiratória, verifica-se que 95% das paragens cardio-respiratórias ocorrem sem SBV. Múltiplos estudos suportam a evidência de que a existência de SBV imediato é um dos factores com maior impacto positivo na sobrevivência das vítimas de paragem cardio-respiratória.
Estatísticas internacionais devidamente testadas revelam que numa situação de paragem cardio-respiratória cada minuto perdido corresponde, em média, à perda entre 7% a 10% da probabilidade de sobrevivência. Ou seja, em média, ao fim de 12 minutos a taxa de sobrevivência é de aproximadamente 2,5%. Não restam, assim, dúvidas de que a identificação da paragem cardio-respiratória e o início do SBV são fundamentais para minimizar a perda de vidas humanas.
Segundo a Direcção-Geral de Saúde dos 102.371 óbitos que ocorreram em 2004, 37.118 foram causados por doenças cardiovasculares (correspondendo a 36,3% dos óbitos ocorridos nesse ano). Deste número, verificou-se que 16,4% resultam de doenças cérebro-vasculares (16.795 óbitos) e 8,7% resultam de doença hisquémica (8.896 óbitos).
O número e tipo de ocorrências que, diariamente, podem requerer uma intervenção em SBV são tão variadas quanto imprevisíveis. Fica, assim, claro até que ponto é importante que todos os cidadãos tenham formação em SBV.
Os acidentes domésticos são muito comuns. Mesmo com todo o cuidado, há objectos e situações que representam risco e podem provocar acidentes. Para as crianças e para os idosos, em especial, todas as divisões da casa podem representar um enorme risco.
Como o Portal da Saúde refere, “um tapete que não está devidamente assente com protecção antiderrapante, uma gaveta da cómoda aberta, a porta de um armário, um fio do telefone solto, podem provocar quedas e traumatismos com consequências muito graves. Por vezes, esses acidentes são tão graves que podem levar à morte”.
Além dos acidentes domésticos, há que ter em conta a sinistralidade rodoviária. Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna 2007, Portugal Continental e as Regiões Autónomas apresentaram os seguintes números:
Total de acidentes (com vítimas e danos materiais): 165.929
Vítimas mortais: 889
Feridos graves: 3.368
Feridos ligeiros: 44.807
De entre as consequências de um acidente rodoviário contam-se, entre outras, paragens cardio-respiratórias, hemorragias, amnésias, fracturas, politraumatismos, etc.

Por tudo isto, não acha que vale a pena inscrever-se no nosso curso? A decisão É SUA.
Fonte: PROJECTO DE RESOLUÇÃO Nº 354/X Grupo Parlamentar CDS-PP, Palácio de São Bento, 26 de Junho de 2008
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